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Inglês para Viagem: Frases, Vocabulário e as Regras de Entrada para Turistas

10 min de leitura
Capa do artigo: inglês para viagem, frases e vocabulário para turistas

Inglês para viagem é um recorte pequeno do idioma: as frases de aeroporto, imigração, hotel, restaurante, transporte e farmácia, mais as palavras que mudam entre o inglês americano e o britânico. Este guia reúne esse recorte em ordem de uso, do check-in no Brasil até a volta, com as regras de entrada que o turista brasileiro precisa conhecer antes de embarcar para os Estados Unidos ou para o Reino Unido.

As frases vêm com tradução ao lado e seguem as situações que o turista enfrenta, na ordem em que aparecem na viagem. Se o embarque é daqui a duas semanas, comece pelas seções de imigração e de socorro. Se há mais tempo, siga na ordem: cada seção reaproveita o vocabulário da anterior.

Quanto inglês basta para viajar: o nível A1 do CEFR

Para o básico de uma viagem, o nível A1 do CEFR já ajuda. O CEFR é a escala do Conselho da Europa que vai de A1 a C2, e o A1 cobre se apresentar, fazer pedidos simples e responder perguntas diretas com frases curtas. O próprio Conselho da Europa ressalva que, nesse nível, a conversa só funciona se o outro falar devagar e com clareza, e é por isso que treinar o ouvido faz tanta diferença. O guia Níveis A1, A2, B1, B2 do CEFR mostra o que cada nível permite fazer, se você quiser medir onde está antes de comprar a passagem.

O que separa o turista que trava do que resolve raramente é vocabulário. É ouvido: reconhecer uma pergunta dita em velocidade normal, com sotaque local, sem a pausa de um professor. Por isso as frases abaixo rendem mais quando treinadas em voz alta e com áudio do que lidas em silêncio.

Antes de embarcar: visto americano, ETA britânica e as siglas do formulário

O Brasil não está na lista de países do Visa Waiver Program, o programa americano que dispensa visto de turismo; a lista oficial do Departamento de Estado inclui Chile, Portugal e Espanha, mas não o Brasil. Na prática, quem viaja com passaporte brasileiro precisa do visto de visitante (categoria B1/B2) antes de ir aos Estados Unidos, e o ESTA, a autorização eletrônica que aparece em muitos sites de viagem, não se aplica. Quem também tem cidadania de um país da lista, como Portugal ou Itália, pode usar o ESTA com esse outro passaporte, se cumprir os requisitos do programa. Taxa e agendamento do visto se conferem no site oficial da embaixada dos EUA, antes de pagar qualquer coisa.

O Reino Unido funciona de outro jeito. Desde 8 de janeiro de 2025, o brasileiro que visita o país a turismo precisa de uma ETA (Electronic Travel Authorisation), pedida no site ou no aplicativo oficial do governo britânico. Segundo o GOV.UK, ela custa 20 libras, vale por dois anos ou até o passaporte vencer, e a resposta costuma sair em um dia, com prazo de até três dias úteis. Taxas e regras de entrada mudam: confira a página oficial antes de pagar qualquer coisa, e desconfie de site intermediário que cobre mais do que o governo.

SiglaO que significaOnde aparece
B1/B2Visto americano de visitante (negócios e turismo)Consulado dos EUA, antes da viagem
ESTAAutorização eletrônica do Visa Waiver ProgramSó para países da lista do programa, o que exclui o Brasil
ETAElectronic Travel Authorisation do Reino UnidoGOV.UK ou aplicativo UK ETA
I-94Registro eletrônico de entrada nos EUAEmitido pelo CBP na chegada
ETIASAutorização europeia, ainda não lançadaEspaço Schengen, quando entrar em operação

Quem segue para o continente europeu depois de Londres lida com um terceiro sistema, o europeu, que tem calendário próprio. O guia ETIAS e EES: o que muda para o turista brasileiro na Europa explica o que já vale e o que ainda não abriu.

No check-in e no portão: boarding pass, gate e carry-on

O inglês do aeroporto começa antes da imigração, no balcão da companhia aérea e no painel de voos. Três palavras aparecem em quase todo painel: gate (portão), boarding (embarque) e delayed (atrasado). Um voo canceled (grafia americana) ou cancelled (britânica) foi cancelado, e on time significa no horário.

  • I'd like a window seat, please. Eu gostaria de um assento na janela, por favor. (Corredor é aisle seat.)
  • Can I take this as a carry-on? Posso levar isso como bagagem de mão?
  • Where is gate 12? Onde fica o portão 12?
  • Is this flight on time? Este voo está no horário?
  • My flight was cancelled. What are my options? Meu voo foi cancelado. Quais são as minhas opções?
  • I missed my connection. Perdi minha conexão.

A mala despachada é checked bag. Se ela não aparecer na esteira, o balcão procurado se chama baggage services ou lost and found, e a frase é My bag didn't arrive.

Na imigração dos EUA: as perguntas mais comuns do oficial do CBP

Quem autoriza a entrada nos Estados Unidos é o oficial do CBP (Customs and Border Protection) no guichê da inspeção, não o visto. A conversa é curta e costuma girar em torno de quatro perguntas, embora o oficial possa fazer outras, sobre passagem de volta ou trabalho, por exemplo. Ao final, o CBP registra o I-94, o documento eletrônico que define até que data você pode ficar e que pode ser consultado depois no site i94.cbp.dhs.gov.

  • What is the purpose of your visit? Qual é o motivo da sua visita? Resposta: Tourism. / Vacation.
  • How long will you be staying? Quanto tempo vai ficar? Resposta: Two weeks.
  • Where will you be staying? Onde vai se hospedar? Resposta: At the Hilton, in Orlando. (Tenha o endereço no celular.)
  • Who is paying for your trip? Quem está pagando a viagem? Resposta: I am. / My company.

Resposta curta encerra a pergunta. Explicar o roteiro dia a dia só abre a próxima. Se não entender, peça para repetir em vez de adivinhar: Sorry, could you repeat that, please? O guia inglês na imigração dos EUA: o que o oficial pergunta e como responder treina esse diálogo inteiro com áudio nativo.

Na alfândega: "Anything to declare?" e o limite de 10 mil dólares

Depois da imigração vem a alfândega, com a pergunta Do you have anything to declare? (Tem algo a declarar?). Nos Estados Unidos, o CBP exige que quem entra (ou sai) com mais de 10 mil dólares, somando dinheiro em espécie de qualquer moeda, cheques de viagem e outros instrumentos monetários, declare o valor no formulário FinCEN 105. Levar esse valor é permitido; o que a lei pune é não declarar.

  • No, I have nothing to declare. Não, não tenho nada a declarar.
  • I have some gifts for my family. Tenho alguns presentes para a minha família.
  • It's for personal use. É para uso pessoal.

No hotel: check-in, check-out e o chuveiro que não funciona

O check-in quase nunca complica. O diálogo que trava é o segundo, quando alguma coisa no quarto não funciona e você precisa descrever o problema por telefone para a recepção, a front desk.

  • I have a reservation under the name Souza. Tenho uma reserva em nome de Souza.
  • What time is check-out? A que horas é o check-out?
  • Is breakfast included? O café da manhã está incluído?
  • The shower isn't working. O chuveiro não está funcionando.
  • Could I have an extra towel, please? Poderia me dar uma toalha a mais, por favor?
  • Can I leave my luggage here after check-out? Posso deixar a bagagem aqui depois do check-out?

No restaurante: check nos EUA, bill no Reino Unido

A conta tem nome diferente dos dois lados do Atlântico: nos Estados Unidos se pede the check, no Reino Unido the bill. As duas palavras costumam ser entendidas nos dois países. Alergia alimentar se avisa antes do pedido, não depois.

  • A table for two, please. Uma mesa para dois, por favor.
  • Could we see the menu? Podemos ver o cardápio?
  • What do you recommend? O que você recomenda?
  • I'm allergic to peanuts. Sou alérgico a amendoim.
  • Can I get the check, please? A conta, por favor. (No Reino Unido: Could we have the bill, please?)
  • Can I pay by card? Posso pagar com cartão?

No transporte: subway em Nova York, Underground em Londres

O metrô muda de nome conforme a cidade. Em Nova York é subway; em Londres, o sistema se chama Underground, e todo mundo diz the Tube. A passagem de ida e volta é round-trip ticket nos Estados Unidos e return ticket no Reino Unido; só ida é one-way ou single.

  • How do I get to the airport? Como chego ao aeroporto?
  • Which line goes to Times Square? Qual linha vai para a Times Square?
  • Does this bus stop at the museum? Este ônibus para no museu?
  • How much is it to downtown? Quanto custa até o centro?
  • Could you take me to this address? Pode me levar a este endereço?

Farmácia e emergência: 911 nos EUA, 999 ou 112 no Reino Unido

Nos Estados Unidos, o número de emergência para polícia, bombeiros e ambulância é o 911, e uma das primeiras coisas que o atendente pergunta é o local da emergência, com o endereço. No Reino Unido, os números são o 999 e o 112, que funciona como equivalente europeu. Tenha o endereço do hotel anotado em inglês antes de sair: é o dado que o atendente vai pedir.

Na farmácia (pharmacy nos dois países, drugstore também nos Estados Unidos e chemist no Reino Unido), o remédio vendido sem receita é over-the-counter, e o que exige receita é prescription. A fórmula para descrever sintoma é curta: I have a headache (dor de cabeça), I have a sore throat (dor de garganta), I have a fever (febre).

  • I need something for a headache. Preciso de algo para dor de cabeça.
  • Is this over-the-counter? Isto é vendido sem receita?
  • How many times a day should I take it? Quantas vezes por dia devo tomar?
  • I need a doctor. Preciso de um médico.
  • Call an ambulance, please. Chame uma ambulância, por favor.

Se a consulta médica for inevitável, o guia inglês no médico: como descrever sintomas e entender o que ele diz traz o diálogo completo, e o artigo inglês no consultório: farmácia, dentista e saúde mental cobre o rótulo do remédio e o genérico.

Inglês americano e britânico: as palavras que mudam na viagem

Quem aprendeu inglês com séries americanas vai ouvir outras palavras em Londres, e o contrário também acontece. A tabela reúne as trocas que mais aparecem num roteiro de turista, conferidas no Cambridge Dictionary.

PortuguêsEstados UnidosReino Unido
Conta (restaurante)checkbill
MetrôsubwayUnderground / the Tube
Elevadorelevatorlift
Banheiro públicorestroomtoilet
Passagem de ida e voltaround-trip ticketreturn ticket
Filalinequeue
Batata fritafrieschips
Gasolinagaspetrol
Térreofirst floorground floor

A última linha causa confusão real em hotel: no Reino Unido, first floor é o primeiro andar acima do térreo, enquanto nos Estados Unidos é o próprio térreo.

Falsos cognatos que confundem o brasileiro em viagem: push, exit e pretend

A placa PUSH na porta manda empurrar, não puxar; puxar é PULL. Exit é saída, e o êxito que a palavra lembra se diz success. Pretend significa fingir, não pretender, que em inglês é intend. E costume é fantasia, não costume. A lista completa, organizada por contexto, está no guia falsos cognatos em inglês: 40 palavras que todo brasileiro confunde.

Frases de socorro: as três que compram tempo em qualquer balcão

Três frases resolvem a maior parte dos imprevistos, em qualquer aeroporto de língua inglesa. Elas não substituem o vocabulário de cada situação, mas dão tempo para você processar a resposta sem travar.

  • Could you speak more slowly, please? Pode falar mais devagar, por favor?
  • Could you write it down for me? Pode escrever para mim?
  • Sorry, I don't understand. My English is basic. Desculpe, não entendi. Meu inglês é básico.

Como treinar o inglês de viagem em duas semanas

Duas semanas de treino curto e diário fixam mais do que uma leitura longa na véspera. O vocabulário de aeroporto, hotel e transporte está no deck vocabulário de viagem em inglês, e o de formulários e documentos no deck vocabulário de documentos em inglês, os dois com áudio nativo e repetição espaçada.

O Lingua Flowing treina essas frases com áudio nativo e correção de pronúncia por IA, som a som, e o nível A1 é gratuito para começar. Se a viagem virar vontade de continuar, o guia de como aprender inglês sozinho do zero tem o plano completo, e quem vai de mudança encontra SSN, banco e aluguel no guia inglês para quem vai morar nos EUA.

Referências

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Leandro Scarpatti
Leandro Scarpatti

Fundador e Criador de Conteúdo no Lingua Flowing

Leandro Scarpatti é empreendedor digital e o criador do Lingua Flowing. Apaixonado por tecnologia, marketing digital e educação, dedica-se a desenvolver soluções inovadoras que tornam o aprendizado de novos idiomas algo fluido, prático e acessível. Direto da Itália, ele lidera projetos focados em transformar a jornada de quem busca a fluência global.

Sobre o autor